terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

A ÁGUIA E A CORUJA

A ÁGUIA E A CORUJA

Águia e coruja não se bicam
Nem se beijam
Um predador não come o outro
Geralmente

Não porque seja deprimente
Ou canibal
Ou qualquer rito tribal
Mas, por não haver nutriente

Que alimente mais
Do que o secundário
Produtor natural
Herbivoraz 

Ateu Poeta
28/02/2017

sábado, 25 de fevereiro de 2017

WILLIAN WALLACE

WILLIAN WALLACE

A vaidade não é nada 
A sanidade é uma piada
Quando a jornada 
Sobrepuja a honra

A liberdade é possível
A luta sempre é incrível
Com invencível armada
A liderança se forja na espada

A arrogância da ganância é podridão
Quem não tem coração persegue
Oprime os já oprimidos
À exaustão

A luxúria manipula a massa
Enquanto a farsa dança sublime
Todo homem quer alguém 
Que o estime

A traição deixa a sua fumaça
Ir muito mais além
Não é para qualquer um
Willian Wallace

Não se rendeu
A rei algum
Todos nascemos e morremos
Poucos brilharão

A História não é só glória
Será que é tudo em vão?
Talvez, a tragetória
Seja apenas comédia da ilusão

Ateu Poeta
25/02/2017

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

FALSAS MUSAS

FALSAS MUSAS

Quando o teatro cair
Não adianta reclamar
Quem não foi conferir
Mentiu sobre amar

Vendeu o leito do rio
Desmatou pra acabar
À minha terra feriu
A guerra encerra o cantar


A serra segue febril
A desertificar 
Pacoti desistiu
De se levantar

É tão fácil seguir
E difícil lutar
Construção civil
Está acima do lar

Quem foi que viu
Alguém gritar
Contra o fuzil?
A forca está no ar

À força vem dominar
Dogmas do poder
Feia fera
A ladrar

Preferem se render
À prosperar
Promessas a escorrer
Pretensão de driblar

"Inverdades" gasguitas
Amargura à gralhar
Inquisição do sertão
Do Inferno ao mar

Pinta de verde o peão
Com jargão a jogar
Enquanto o escorpião
Cresce sempre a calar

"Aprenderam da língua
A se alimentar"
Quando faltar o pão
Quem irá comprar?

A urna arde na mão
Urram no pátio a pastar
Quando a provocação
Por droga assaltar

A educação
Já cansou de sangrar
Embebida em ilusãoDialética

Fagulha em fricção
Poética
Alerta no coração
Não há ética

Tudo é decifração
Cibernética
Fragmentação
Fração estética

Cifra, selva, cifrão
Prova tática
E uma população
Estática

Triste botão d'aporética
Na programática
Não importam onde estão
Os erros de gramática

A grana mora na lama
Jogada da dama
Pó em grama
Grades de porcelana

Tudo em tempo
Sem alento
Atento
Tanto quanto Alencar

Elenco torto
Já bem morto
A murta muda
Emudece a elencar

Entre crivos e arquivos esquecidos
Falsos museus
São as musasNo altar

Quem tem os seus 
Não teme adeus
E jura para um deus
Que nunca esteve lá

Ateu Poeta
16/02/2017

sábado, 11 de fevereiro de 2017

UM SIMPLES ADEUS

UM SIMPLES ADEUS

Há certos tipos de chaga
Que o tempo nunca apaga
A poesia não afaga
Consagra e sangra na canção

Que o coração propaga
A lágrima cai
Mas não paga
Porque a saudade não sai

Foras ao mesmo tempo
Zé Ramalho e Chicó
Afora, jornalista
Em Pacoti, um artista

Espalhavas graça ao teu redor
Adeus, amigo!
O mundo não dá abrigo, faz nó
Na solidão que dá em dó

Contigo foi a brisa
Do riso e carisma
Comigo ficou um vão sem jeito
Em meu peito cabe um vagão

Independente de qualquer nirvana
A vida ainda nos irmana
Na alegria de outr'ora
Ou na hora da dor

Que em dissabor se aprimora
E mora na separação
Amanhã não haverá aurora
Agora, sou fração

Ateu Poeta
11/02/2017
Ateu Poeta, O Historiador de Pacoti. Tema Simples. Tecnologia do Blogger.