Temer na cadeia Aécio na cadeia

Temer na cadeia Aécio na cadeia
Copiem e colem em seus perfis

sábado, 11 de novembro de 2017

QUIMERAS QUÍMICAS

QUIMERAS QUÍMICAS

Sóis vermelhos sangram
Não sois sós
Histórias de outras eras
Químicas quimeras
Cabidela das panteras
Cadelas ordinárias
Os sóis já não têm claves
As naves são neves
Pás de cal
Pós de sessenta e dois
Semeiam lágrimas de sal
Na infinidade sorumbática
A lua azul virou chorume
Do cardinal só sobrou estrume

Ateu Poeta
11/11/2017

domingo, 5 de novembro de 2017

CIDADE CIBERNÉTICA CAP4

CIDADE CIBERNÉTICA 
CAP4: COMO TIRAR MANA DO DEMÔNIO


Dentro do D'água Bar milhares de almas voltaram ao corpo, e, na prática, todos deixaram de ser ateus definitivamente, mas jamais admitiriam isso.

O corpo do ateu desalmado estava flutuando em posição de meditação hinduísta e com um campo de força ao redor que continha uma aura exterior dourada que acendia e apagava como se fosse uma luzinha de pisca-pisca de motel.

_Afinal, policial, como você adquiriu poderes telecinéticos?_ Pergunta de supetão o dono do bar.

_Bem, eu descobri que existem dois modos de você adquirir poderes: o primeiro é sofrendo uma psicorragia e se concentrando para não enlouquecer e o segundo é ingerir diretamente um pedaço de algum ser místico; pode ser qualquer deus, demônio, anjo, fada, duende ou o que mais for que exista como tal característica. 

_E o que seria a tal psicorragia?

_Psicorragia é uma espécie de hemorragia cérebro-espiritual em que, por meio de uma experiência traumática, o seu inconsciente vaza a conexão que tem o Cosmo para o subconsciente ou para o consciente, como diz a Parapsicologia. Se vazar apenas para o subconsciente, os seus poderes só aparecerão quando você estiver e, extremo perigo, mas quando chega no consciente estes poderes são crescentes e acompanham você 24 horas por dia, você só tem que se concentrar para aprender a controlá-los e usá-los apenas quando for necessário.

_Então, como aconteceu com você?

_Bem, no meu caso, uma vez eu assisti um filme de terror, quando era criança, em que se você chamasse um personagem 5 vezes no espelho ele apareceria e lhe mataria. Daí, por loucura, talvez, eu chamei o Demônio: _Demônio, venha me buscar se você for real!_Eu repeti isso 20 vezes, e, na vigésima, ele resolveu aparecer. Com o susto da sua aparição eu sofri uma psicorragia que me alertou que ele pegaria meu braço esquerdo e eu me imaginei desviando e quebrando o dedo dele, depois pulando para trás dele, devorando um pedaço do seu rabo, e, com isso, ganhando poderes telepáticos.


_Você, então, comeu o rabo do Demônio?

_Sim, mas apenas a ponta triangular que o rabo dele tinha; ela pegava fogo e acho que ainda queima hoje no meu estômago. Talvez um dia eu ainda cuspa fogo e vire um dragão lendário, há-há-há. Quando ele apareceu dizendo: _A sua alma agora é minha!_Eu esperei ele estender a mão e apenas executei no automático tudo o que a visão me ordenara. Em seguida, eu voei com meu punho direito congelado. Quando ele gritou de dor e se virou para mim eu o congelei com um soco na testa.

_E depois?

_Depois, eu abri um portal atrás dele e o joguei dentro com uma voadora com os dois pés. Um certo dia eu tive uma visão de vários demônios fugindo do Inferno, possuindo vários homens pelo mundo e cometendo crimes. Fiz, em 10 anos de farda, mais de mil exorcismos. Só que agora eu não cometo mais o erro de deixar um ser maligno vivo, eu os congelo e explodo, e, se forem de gelo, eu derreto e faço virar vapor.

Ateu Poeta
05/11/2017

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

CIDADE CIBERNÉTICA CAP 3

CIDADE CIBERNÉTICA 
CAP3: A POSSESSÃO


Enquanto o Demônio era atacado por todos os ateus do D'água Bar, a alma do ateu que fora jogado contra a parede agora já se encontrava na avenida W.E. e vai de encontro ao monstro para dominá-lo.

A alma do ateu arranca bruscamente a alma do monstro e a lança no espaço, em seguida domina o seu cérebro, liberta as strippers devagar e volta ao D'água Bar.

Um fumaceiro muito forte subia de dentro do bar porque o Demônio tentara incendiar todo mundo, porém, o D'água Bar tem um sistema anti-incêndio muito eficiente, com computadores de inteligência artificial elevadíssima, sempre que notava qualquer sinal de fogo alto demais aciona extintores embutidos no teto e no solo, e, quando necessário, aciona todos de uma só vez. 

Se o pó químico não for o bastante, joga nitrogênio líquido sem parar até que as as chamas cedam e depois eleva a temperatura aos poucos para que todos descongelem. 

No caso da luta com o Demônio o nitrogênio líquido foi jogado de uma vez pelas características do fogo infernal ser mais de mil graus.

Ao ver o monstro extraterrestre, o Demônio pensa em fazer possessão, e, nisso, arranca-lhe a alma do ateu, que por sua vez enfia os dedos nos olhos do Demônio e faz a possessão no próprio Demônio e entra com o corpo do Demônio e tudo novamente no corpo do monstro.

Ateu Poeta
03/11/2017

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

CIDADE CIBERNÉTICA CAP2

http://ateupoeta.blogspot.com.br/2017/11/cidade-cibernetica-cap2.html
CIDADE CIBERNÉTICA 
CAP2: DEMÔNIO VERSUS ATEUS


O que aconteceu aqui, Vê?_ Questiona o dono do bar.



_Aquela criatura ignóbil quer nióbio, 500 quilos, para desenvolver uma máquina que roubará todo o hidrogênio do nosso Sol e transplantará para o planeta deles. Ele tem uma tecnologia avançadíssima, mas a água a um certo grau de congelamento é impenetrável mesmo para o diamante mais duro. Ele tem uma tecnologia que perfura diamantes feito faca quente em manteiga e mesmo assim não conseguiu perfurar.



_Você fala muito mas não explicou como tem tanto poder._ Fala um dos clientes que estava vestido de preto.


Voltando-se para es o policial adverte aos demais: _Cuidado, pessoal, ele é o Demônio!

_Eu vou levar você de volta ao meu domínio!

_Vá para o Inferno, você! Eu ainda tenho muita coisa a viver.

_Mas, Deus consentiu que eu o levasse.

_Diga ao seu mestre, cachorrinho, que agora eu sou ateu!_ Um eco muito grande se repetiu pelo bar:_ Eu também sou ateu!

E mais de 2 mil pessoas falaram em coro:_ Todos nós somos ateus!

_Vocês não sabem de nada, seus hereges!_ O Demônio voa na presença de todos e revela a sua verdadeira forma: um monstro vermelho com grandes asas e com o rabo faltando um pedaço.

_O que aconteceu com o seu rabo? _O homem que gritou isso é levitado pelo Demônio até si, que segura agora o seu pescoço._ Quer ir por Inferno ateuzinho?

_Eu não tenho alma. Descartes foi desmentido sobre o sistema límbico no livro "O erro de Descartes", de Antônio Damásio.

O Demônio separa a alma do ateu e diz: _Agora você não tem mesmo mais alma alguma. Posso levá-la para mim?

O ateu fica na dúvida. Sua mente parece dividida, ele assume o controle da própria alma, que vai até o Demônio e arranca-lhe a orelha esquerda com uma dentada feroz e come. O ateu em si, por sua vez, arranca a orelha direita do Demônio e engole também.

_Aaah!_Ouve-se um urro imenso de dor. O ateu é jogado para longe, sobre uma parede, e sua alma para o outro lado e encontra que encontra o monstro que sequestrara as 50 strippers e e pensa:_ Eu vou roubar a alma deste monstro.

Ateu Poeta
02/11/2017

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

CIDADE CIBERNÉTICA CAP1

CIDADE CIBERNÉTICA: 
CAP1: D'ÁGUA BAR


Ano 3.020, Cidade Cibernética, uma invasão alienígena acaba de acontecer na Terra e do disco voador sai um monstro com poder de voar e de transformar seus tentáculos em enormes furadeiras de um duro material capaz de triturar diamante, que não existe na Terra.

Este monstro se dirige ao D'água Bar, um bar no lado norte da Cidade Cibernética que tem como característica ter o lado de fora duas esferas d'água flutuantes sobrepostas.

_Que diabos é aquilo?_ Indaga um dos clientes que acabara de chegar , um policial de nas suas folgas se veste todo de branco, como aqueles boêmios da ala da Portela do ano de 2016. O D'água Bar tem uma tecnologia que permite ver tudo que está por fora ao redor como se ao entrar o bar se transformasse em um bar realmente de água, como o nome sugere.

O monstro chega com suas furadeiras mas não consegue perfurar as paredes porque os dois blocos d'água se deslocam sempre para a parte onde cada tentáculo resolve bater, mas não no formato original e sim congelados.

_O que está acontecendo aqui?_ Pergunta uma morena nua descera da sua mesa de stripper, uma das 50 espalhadas pelo bar_ Este seu show está roubando os meus clientes!

_Se acha que é um espetáculo circense pode ir lá fora conferir!_ Responde o policial_ Todas as strippers resolver ir olhar o monstro de perto. O monstro envolve todas as 50 stripper com apenas um dos tentáculos. O soldado põe a mão no rosto com fúria e balança a cabeça em ato de desaprovação.

_Se quiser todas de volta traga para mim 500 quilos de nióbio ao meio-dia, na Avenida W.E._Diz o monstro.

_Se você só quer isso, pode soltá-las com cuidado no chão que nós temos muito disso aqui. Só não sei para quê você quer um material tão inútil quanto nióbio_ Responde o policial.

_O trato é esse que eu falei._ O monstro se recusa a cair no truque e sai voando, levando as 50 strippers nuas consigo.

Ateu Poeta 
01/11/2017

sábado, 28 de outubro de 2017

SOLDADO DE SAIGON

SOLDADO DE SAIGON

Eu fui soldado na guerra
O mundo é de quem erra
E não de quem faz
Você apareceu do meu lado
Como um anjo calado
Que me transmitia paz

A vida pode ser um sonho bom
Ninguém precisa de batalha
Pra estender a mortalha
Em Biquine de burbom 
A despeito de Saigon
Só quero beijo e batom

Sei que mesmo desarmado
Tudo será alterado
Se cantarmos noutro tom
Poeta também fica cansado
Neste mundo endiabrado
Escrever não é dom

O frio verde da serra
Sob o vermelho Sol
Banha o céu de arrebol
Pra cada pássaro afinar
Eu quero muito mais
É me perder pelo ar

Quem não tem esperança
Não aprendeu a entrar na dança
Daqui a pouco é aqui jaz
Entender que tudo balança
Não faz a balança 
Deixar de pender

Não devemos parar
Nunca de aprender
Pois viemos pra lutar
E não para sofrer
Morrer é só parte da vida
Nem a arte dá guarida

É doloroso perder
Cada lágrima
Aquece uma ferida
A passagem é só de ida
O trem não para
De correr

A caverna escurece e se ilumina
Há tesouro na mina
Abaixo da paisagem
O rito da sacanagem
Cerebral lavagem
A missão é sobreviver

Ateu Poeta
29/10/2017

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

CICUTA

CICUTA

A permuta que espero
Não é bolero
De dourado faisão pelo ar
Ou funk estanque
Para tanque desarmar
O folk nem chega a aloirar

O Sol que nasce
Em teus olhos vitrais
Quer queimar paz
Jogo e fogo fugaz
És sempre mais
Para o meu mundo corar

E desaguar
No hangar do teu Céu
Cheio de mel
Teu regaço é quartel
Enlaço a Lua
Feito cortês menestrel 

Agora é tua
A poesia do réu
Peão é rei
Eu  já esqueci
De te esquecer
Fascínio faz ancorar

E aquecer
Qualquer paixão contumaz
De enlouquecer
Ateu, cristão, Barrabás
E fenecer a fé
Em pé de guerra

Estremece a Terra
O teu requebrarDifícil decifrar
Se este sorriso
É chamado ou aviso
Só sei que preciso

Para melhor me encontrar
E poder sonhar
Sem inciso
Friso
Acanhar é automático
Paralisar pneumático

É o meu calcanhar
Poetizar é veneno
A ácida cicuta do poeta
Que escuta
O que afeta
Com o peito a sangrar

Ateu Poeta
20/10/2017

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

ESCRAVIDÃO

ESCRAVIDÃO

A luta é salutar
Se a labuta
Sangrar frutos
Sem escravidão
Chega de tanto mourão!
O clarão do dia chega a soluçar 

Ateu Poeta
19/10/2017

SORRISO VIVO

SORRISO VIVO

Tua bosca
Quando arisca
Arrisca
Um sorriso 
Lindo
Liso
E vivo 
Riscar

Ateu Poeta
19/10/2017

OLHOS DE ILUSÃO

OLHOS DE ILUSÃO

Gambiarra que agarra a inequação
Coração faísca na imensidão
Seus olhos são iscas
Pra minha ilusão
Canção sem refrão a dançar
Jalapão na imensidão do mar

Ateu Poeta
18/10/2017

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Religião é a bala que abala e leva o mundo à perdição. Ateu Poeta. 18/10/2017

Religião é a bala que abala e leva o mundo à perdição
Ateu Poeta
18/10/2017

Sem imaginação a vida é só calefação. Ateu Poeta. 18/10/2017

http://ateupoeta.blogspot.com.br/2017/10/sem-imaginacao-vida-e-so-calefacao-ateu.html
Sem imaginação a vida é só calefação 
Ateu Poeta
 18/10/2017

EVOÉ

EVOÉ

Na boca
Da noite
Adentro
Todo
Talento
Lento
Açoite
Vem
Vendo
Relento
Evento
É vento
Evoé

Ateu Poeta
18/10/2017

SUMO

SUMO

Sumo
Quente
Sou
Que te batizou
No melhor da festa
Sumo
A flecha
Fere o Céu
No insumo
Da floresta

Ateu Poeta
17/10/2017

INDECIFRÁVEL

INDECIFRÁVEL

300 nós me estraçalham 
Quando cantas sem querer
Indecifrável de prazer
As palavras falham

Por trás de cada entranha
A aranha arranha o caos
Nau que adentra o cais
A deferência sempre faz

Referência ao caminho
Diferente do espinho
Nenhuma dor dói mais
Na doce paz do teu carinho

Ateu Poeta
17/10/2017

ESTRELA DE CRISTAIS

ESTRELA DE CRISTAIS
Ambições faraônicas
Transformam ideias astronômicas
Em estrelas binômicas de cristais
Ateu Poeta
17/10/2017

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

DESADESTRAÇÃO


http://ateupoeta.blogspot.com.br/2017/10/desadestracao.html
DESADESTRAÇÃO

Os empresários são
As lêndeas lendárias 
Dos esquemas
Falcatruas tripartites
Transitórios treponemas
Trazendo transtornos intransponíveis
Verbo intransitivo
Aditivando adjetivo 
Superlativo da nevasca
Ayahuasca do plural
Represálias a ruir o Brasil
 Com delação
A presa tem pressa de predar
Quer prevaricar
E procrastinar 
Pedregulho preparado para a profilaxia
Programada na delegacia
Para branquificar
Para pobre operários
Vem a nobre asfixia 
Política sem pólis
Só constrói podridão
É preciso destruir
A destra 
Destruição

Ateu Poeta
16/10/2017

sábado, 14 de outubro de 2017

ESTRIDENTE

ESTRIDENTE

A tristeza da tragédia
Alimenta a minha ira
Comédia é fazer
Média com quadrilha
A ilha de Brasília
Tem que ir a baixo
Tá assinado o esculacho
O sepulcro onde me encaixo
Fogueira na pilha
A uma milha
A pressão é andarilha
Da fornalha
Rabo de arraia mortal
Tem navalha
E não fio, filha
O estribilho
Quebra o trilho
E a escotilha
Somos guerreiros
Não bandoleiros
Bando de cidadãos
Brasileiros
Querendo pão
Sem circo
A nação
Não nasceu
Pra ser um disco
Nazi-fascista
Que cada artista
Construa uma trincheira
E trinque os dentes
Os tempos estão
Estridentes
É hora de aniquilar
Os toscos tridentes

Ateu Poeta
14/10/2017

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

SINECRACIA

SINECRACIA

Desatar
Desatinos
Não é destino
Quando a Fênix chora
Maré de magma
A tudo devora
Sangrenta erupção
Sabre que arrebenta
O olho do trovão
O pé do furacão
Dança e se atrapalha
Corrupção é a palha
Que espalha  o sopro do dragão
Agora é fogo
E o jogo
É futebol
Onde a bola é o Sol
E a bala abala
E protege o escorpião
O lobo lobista
Galopa na Lei sofista
Roubando o belo bolo
Como, eu não sei
Meu coração não é pista
Sou só um artista
Que sonha
E se apavora
Quando se evapora
O que é realista
Todo ser pacifista
Em cruz é pregado
Mesmo procrastinado
A nado surfista
O nada sempre invade
A mente do alienado
Que quanto mais algemado
É mais bruto e simplista
A má maçonaria supersônica
Aperta os grilhões
Tolos alcorões
Fazem coral
Bomba de coloral
Colore os milhões
De jargões simbolistas
Corrupção faraônica

Ateu Poeta
13/10/2017

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

SINEPLICAÇÃO


Sineplicar é preciso
Isto é um grito
E não um aviso
Embora cansado
Desanimado
E desarmado
Não vejo a hora
De lutar
Desde a aurora
Mais salutar
Que a ávida vida
Concebeu a vir
À vista
Haja vista
Que se invista
Em tudo o que for racionalista
As efemérides são efêmeras in natura
Mas, na teia que atesta
E manifesta a sua tecitura
Constrói sepultura
Na boca do caos
De Laos à Berlim
Por Belenos ou Odin
A ode ao ódio
Vem sem precedente
Com a pressa cadente
Que decanta solidão
Crianças carecem 
De proteção
Todos somos
Seres dolentes
Na quente lágrima
Ardente
Da tão nefasta
Imensidão
Uma mina tritura
O meu coração
Cabeça já não tenho
Este clamor sem noção
É só nó que aperta
Porque o navio afunda
Com o seu capitão

Ateu Poeta
09/10/2017

domingo, 8 de outubro de 2017

SINÉPLIS

SINÉPLIS

Eu não complico
Nem implico
Muito menos simplifico
Mas, transplico
Sineplico
Replico 
E aplico

Ateu Poeta
08/10/2017

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

FINA FERA

http://ateupoeta.blogspot.com.br/2017/10/fina-fera.html
FINA FERA

Poesia é bala perdida
Que arranca o peito 
Sem guarida
Faz ferida no fogo
Felina flor feliz
Fina fera fugaz
Abala 
E cala
Sem jamais
Ser esquecida
É dor infinda
Que mói vaidade
Arrocho sulfúrico
Que arranha e sufoca
Fecha de veneno e fel
Que explode
Lá no nó da saudade
Que a sanidade rói
Não há rei que não se curve
Quando ela vem Vesúvio
Sem a menor piedade
Seja no ápice da velhice
Ou na mais tenra mocidade
Afogando no eflúvio
Maré de magma
Ejaculando caos
No seio do cais
Dilúvio indelével
Deletéria lava voraz
Linda, loira e mordaz

Ateu Poeta
02/10/2017

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

FÊNIX DE PAPEL

FÊNIX DE PAPEL

A vida é o que lida fez
Estrada suicida de fel
Sem foz
Nem voz
Ou vez
Atriz atroz
No átrio
Fê-lo Vermelho Mar
Velcro-Vesúvio 
Em pelo 
Em pé
Pelo pó
Sapê
Sopé
Antro
De quebrando
A colar o céu
Corolário de Isabel
Desabando a torre
No seio de Israel
Fênix da Babilônia
Coração de Babel

Ateu Poeta
21/09/2017

O Brasil é uma loba louca, sedenta e rouca na boca do caos

O Brasil é uma loba louca, sedenta e rouca na boca do caos
Ateu Poeta
21/09/2017

5º ELEMENTO

5º ELEMENTO

A ginga é o movimento
De dentro
Que se aprimora
De fora (bis)

Refrão: 
É pra cantar, cantar
É pra cantar, cantar
Mandar axé 
Pro meu bunga, camará (coro 2x)

Pra jogar angola
Tem que ter talento
Corpo de mola
É o quinto elemento (bis)

Refrão: 
É pra cantar, cantar
É pra cantar, cantar
Mandar axé 
Pro meu bunga, camará (coro 2x)

O bom capoeira
É como o vento
Nunca se embola
Está sempre atento (bis)

Refrão: 
É pra cantar, cantar
É pra cantar, cantar
Mandar axé 
Pro meu bunga, camará (coro 2x)

Ateu Poeta
20/09/2017

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

ESTA É A ONDA

ESTA É A ONDA

Não sou de ferro
Eu dou um berro no seu nariz
Não sou seu anjo
Mas também não sou sua perdiz

Eu sou feliz
Sendo quem sou
Reconheça o que eu fiz
Cá estou

Sou uma fissura
Na lisura
Da sua crista infeliz
A onda é esta

Não me importa
Se você não pegou
Não crucifique todo mundo
Porque você pecou!

Ateu Poeta
17/08/2017

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

DIAMANTE GAVIÃO

DIAMANTE GAVIÃO

O mundo inteiro é uma ilusão
O Universo é o inverso da minha canção
O avesso do léxico
Um verso convexo na imensidão

México, Estates e Casaquistão
Coiotes na fronteira
É uma imensa ladeira
Este teu coração

Voar tão alto é para quem tem visão
Belo salto
Bico de gavião
Ouro e cobalto

Minhas asas são o refrão
Neste soneto perfeito
Que inglês não sabe fazer
Um diamante brasileiro, não irá fenecer

Ateu Poeta
16/08/2017

quarta-feira, 19 de julho de 2017

domingo, 16 de julho de 2017

O ARREBOL É O REFRÃO


O ARREBOL É O REFRÃO

Nem toda pátria é nação
Sentimento é prisão
Fé é escravidão
Ganância é podridão

Se toda luta é em vão
E ninguém tem coração
Vou cantar outra canção
Onde o arrebol é refrão

Eu quero é libertação
Libertação
Libertação
Eu quero é libertação

Libertação
Libertação

Ateu Poeta
16/07/2017

quinta-feira, 13 de julho de 2017

BRASIL FASCISTA

BRASIL FASCISTA

Nesta pátria
Que o fascismo consome
Quem não morre na bala
É na porrada
Ou de fome

Ateu Poeta
13/07/2017

APÁTRIDA

APÁTRIDA

Meu coração
Virou apátrida
Tudo o que nos mata
Merece rejeição

Ateu Poeta
13/07/2017