quarta-feira, 27 de março de 2013

DISPARATE UNIVERSAL



DISPARATE UNIVERSAL

Destino e desatino são iguais
Portais para a castração dos ideais
Rituais de magia
Negação da realidade

Disparate universal
Abstração surreal
Abismo e muro entre teus desires
Dizer por que para onde irdes?

Nem Ianejá nem Javé
Saravá de Maomé
Deveria coordenar teus passos
Cries o caminho a seguir

Navegues por onde der
Vontade nas mão e firmeza no pé

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
27-03-2013

segunda-feira, 25 de março de 2013

DAMA DA NOITE


DAMA DA NOITE

Se a galáxia fosse forró ao sol
Teu corpo dançante no arrebol
Brilharia para sempre no universo
Regaço que chama meus versos

Miragem em chamas
Miríades de laços
Passos de porcelana
Dama da noite, conquistas a lua

A pista é tua
Na rua ou na cama
Nua teces os sonhos desideratos
Deste literato por natureza

Emanas loucura
Da mais pura beleza

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
24/03/2013

MARGEM

MARGEM

A literatura se perde em metalinguística
Prosopopéia do mundo inteiro
 Figura mofada sem pluma ou tinteiro
Biblos inteiros de plágios sagrados

Autores sem dinar em frenesi
O metal pode tudo pras de lá
Os bandos corrompem as bandas daqui
Florista aforista fora do jardim

Não sei se é hipérbole ou paranomásia
Ou se Anastácia faz tautologia
Perco-me na aliteração desenfreada
Balada aflora do corpo de Maria

Cartéis comandam os templos dos tempos
À margem ecoam grandes pensamentos

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
24/03/2013

HISTÓRIA VIVA

HISTÓRIA VIVA

Passado é lago de am passant
Passos largos de Mário
Rosas e sambas de Noel
Russos sonhos de Renato

Em Assaré, Patativa a voar
Mosca na sopa de Seixas
Nelson, Tim, Emílio, Altemar
Pedaços da História viva

Ideia peremptória de muitas eras
Fragmentos da tragetória
Memórias que formam quem sou
Base do que penso que sei

Abstração do que chamo de fatos
Artefatos de um menestrel

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
24/03/2013

HOLOFOTES DO MUNDO

HOLOFOTES DO MUNDO

Tocar teus lábios em beijos tão curtos
Deu curto-circuito no fio da razão
Fui ao céu mas não consegui
Chegar a fundo ao coração

Esse olhos naquela noite
Foram holofotes do mundo
Saudade é surto e açoite
À solta e sem saída

Nem toda ferida sara
A vida é poesia, minha cara
Não rara é a ilusão aferida
De jornada sem guarida

Desistir desatino seria?
Nostalgia é poço sem fim

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
24/03/2013

quarta-feira, 20 de março de 2013

ALMA



ALMA

O universo é um auto-arquiteto no caos
Incompleto e imperfeito de quase infinitas formas
Somos simples blocos removíveis
Argamassa ambulante

Estátuas errantes da escuridão
Filósofos da vida, cientistas da razão
Máquinas insanas da decifração
Fragmentos siderais

Alma é a mais torpe invenção
Arma que assola o mundo em guerras
Acalma ovelhas
Mata lobo e labrador

Servindo ao caçador
Na espirituosa ação de dominar

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
20/03/2013

terça-feira, 12 de março de 2013

CORRIDA SIDERAL



CORRIDA SIDERAL

Vida: luta de muitos fatores
Pequenos prazeres, grandes dores
Em busca da felicidade
Uns se perdem em lascividades 

Outros nunca se acharão
Corremos tanto para chegar em primeiro
Mas, após a faixa não há nada
Nenhum feixe de luz

Muito menos mensageiro
É só um ciclo rodando no espaço sideral
Tudo é química
Desaprendi a tabela periódica

Esqueci todas as equações
As demais questões não me dizem nada

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
11/03/2013

PARTÍCULA ELEMENTAL



PARTÍCULA ELEMENTAL

Todo mistério é fruto uma história banal
Ignorância desejada: sustentáculo da dominação
Os filhos do caos só vêem paz na guerra
Seleção artificial suplanta a natural

Mas, nada pode parar a evolução
Já que tudo é imperfeito
Apostas imprecisas da matéria
Da mais simples bactéria às complexas artérias

Processos, desgastes e permanências
Universo: orquestra sem regência
Energia, impacto e pressão
Daí saem todas as leis

Pergaminho obscuro
A química compõe a partitura elemental

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
11/03/2013

ORÁCULO DE DELFOS

ORÁCULO DE DELFOS

A beleza é affetuoso de en passant
Adágio em pianíssimo que suprime o allegro da mente
Violino piccolo na maestria de Bach
Ter a harmonia por prima donna em ripieno

Solista que encanta o concertino
Estado natural de embriagues
Faz freguês da emoção
A razão do marquês

Tango solto no ar
A maçã de Idun na tua boca de carmim
Teu decote no seio azul do mar
Desiderato première no afã da ribalta

Lágrimas em ré menor do supremo oráculo
Delfos, no sabor sonata daquele olhar

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
10/03/2013

BASILISCO


BASILISCO

A beleza da arte decora as mentiras mais podres
Aprimora poderios inchados
Cria fachadas de sacros, santos e sacrilégios
O mito sustenta privilégios

Sacerdotes ostentam milhões
Cifras, cifrões, sinestesia
Degradê degradante, drogaria
Lavagem cerebral por anestesia

Miríades de jogadas enxadristas
Vale-tudo pela pista
Na dança da transubstanciação
A serpente sempre usou mitra e cruz

A base do basilisco é a fé
A deturpação da mente é o templo dos bestiários

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
10/03/2013

sábado, 2 de março de 2013

CASTELO EM RUÍNAS

CASTELO EM RUÍNAS

Não é belo
Ruir o castelo
Os sentimentos me afogam
Sem razão aparente

 Os afagos da noite transbordam depressão
São favos de solidão
Não há mais sentido algum
    Sou um frágil fracasso da evolução

A dúvida me abandona
A nostalgia me consome
Mas não é minha dona
Quero meus próprios domínios

 Voltar a marchar os velhos caminhos
Firmar os passos outra vez

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
03/02/2013

sexta-feira, 1 de março de 2013

FILHOS DO CAOS


FILHOS DO CAOS

Somos filhos do caos
Paz é ilusão para a massa
Liberdade, desejo que passa
Nobreza do tempo inexistente

Sentimentos fortes não morrem
Terror, ódio, paixão
Que alguns chamam de amor
Contidos, entristessem a mente

Soltos, cortam correntes da fera
Que alitera e solapa o sedentarismo
O universo em nós é abismo
Nunca para

A flor mais rara
Não é mais que aforismo

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
28/02/2013
Ateu Poeta, O Historiador de Pacoti. Tema Simples. Tecnologia do Blogger.