Temer na cadeia Aécio na cadeia

Temer na cadeia Aécio na cadeia
Copiem e colem em seus perfis

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

MENTE MARCIAL


MENTE MARCIAL

Quanto mais minha fé é testada
Maior é o curto-circuito
Toda sé é um circo
Por que de palhaço tem muito

Só a ciência é sagrada
Apesar de todos os pecados
Quando o poder se apropria
E a detém de lado

Mesmo assim, é o caminho
Para chegar à verdade
E curar a cegueira in natura
De toda a humanidade

Das artes a mais importante
Para uma mente marcial

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
31/01/2013

CRAV-MAGÁ


CRAV-MAGÁ

Por que Cristo não criou o crav-magá
Pra modificar o mundo
E difundiu num segundo
Aos adoradores de mangá?

Preferiu ser avatar
E morrer feito cabrito
Açoitar vendedores
Porcos afogar

Embriagar o povo
Brincar de Hipócrates, Galeno e Sócrates
Com a hipocrisia de um Esculápio que esconde Imhotep
Sem a astúcia de Hypatia, Empédocles e Aristarco

Não soube ser Galileu, Arquimedes ou Eratóstenes 
Nem secar o feed da razão de Ptolomeu, Copérnico e Epicuro

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
31/01/2013

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

ESTRELA



ESTRELA

A dor é cova que aprisiona
Deserto do Arizona
Alerta em zona de perigo
E quando a palavra não define?

Limites desafinam desatinos e desafios
A poesia vira abrigo de enfermo
Leito ermo de cumplicidade
A noite é caverna e mito

Miragem corrompe minha mira
Mirabolantes paisagens esqueceram de mim
Quem dera morar naquela estrela de brilho descomunal 
 Bem no centro do espaço sideral

Não me sentir fraca fractal
Já não há viés nem paralaxe

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
31/01/20131

CONSTELAÇÃO


CONSTELAÇÃO

E no fim
Tanto faz
Tudo se vai
No jardim utópico

Incerto tópico do nunca mais
Concertos catastróficos
Consertam os trópicos 
Desse torpe coração

Insetos da razão ferina
Tão felina é a imensidão
Teus olhos são tempestade
Magmática, magnética e frialdade

Teu corpo é grão de céu e desejo
Em teu beijo se esconde uma constelação

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
30/01/2013

NATUREZA FUGAZ


NATUREZA FUGAZ

Por quê?
É a pergunta que me cala
Para cada resposta nova indagação
Somos simples fração desse universo despedaçado

Você, parte que me falta
A poesia me fala tão alto no peito
Bate aqui de qual jeito que nem sei
Há tantas batalhas impossíveis...

Alguma vale de fato à pena?
Seu olhar carrega a açucena do desejo
Um beijo era tudo que eu quis
Sua natureza fugaz que não se explica

Tudo complica
Parece ter medo de ser feliz

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
30/01/2013

domingo, 27 de janeiro de 2013

SONHOS NIBELUNGOS



SONHOS NIBELUNGOS

Você
Valkíria dos meus sonhos nibelungos 
Em batalhas dos nove mundos
Gigantes, deuses e mil seres

Espadas, flechas e afazeres bélicos
Mas, eu só quero a sua beleza junto a mim
Ver o que mais tenta esconder
Alcançar o proibido

Achar sua libido e brincar com o seu prazer
Até o céu fenecer
E o mundo esquecer o sol
Só seu serei

Até o outro arrebol
Quando o seu olhar-anzol me fizer renascer

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
27/01/2013

sábado, 26 de janeiro de 2013

DILEMAS



DILEMAS

Às vezes a forma é mais importante que a forma que a cria
O voo do falcão peregrino perde a flor do fonema em Antares
Abraça o céu e abrasa meu coração de pedra
Derretendo o gelo das minhas asas quebradas em outros ares

Quando minha pluma analfabeta perfura o betume do teu olhor satãnico
Um homem-bomba islâmico corrói minhas lágrimas já ancoradas
As curvas do teu corpo entortaram o meu juízo
Mil versos que não faço para não deturpar o poema que acabei

Que poeta sou eu que nem sabe escolher
Cala diante das coisas mais lindas
Só vê aonde não pode ir
E não sabe dizer tudo o que sente

Nem ter a boêmia do Zé Pelintra?
É pura ilusão viver de dilemas!

Ateu Poeta
O HISTORIADOR DE PACOTI
27 /01/2013

SEREIA DO SERTÃO


SEREIA DO SERTÃO

Um ser tão intenso me afoga na imensidão extrema da poesia
Morri no mar de areia dos olhos da sereia do sertão
Para nunca mais renascer Jaraguari nem Dioniso
A sopa cósmica já não cabe na boca da noite nem na aura de Aurora

A fome de ilusões bebe a sede de deserto que almoçou minhas certezas
Aqui no inferno me dói não ser Dante
Herói sem Eros aquém de mim mesmo e do homem-além que nunca serei
Em busca dos anais da tua anatomia digital de prima donna

Presa no cubo à esmo dos próprios filamentos neurais em crise
Pletora na sinfonia dos ais de toda metáfora sepulcral
Sucumbiu o espectro do questionador químico
Axioma, síntese, sintaxe e sintagma de um ateu poeta

Historiador de etimologias e anátemas do sistema paradoxal
Guerreiro ferido sem cura na inequação do teorema dos desejos que nem sei

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
26/01/2013

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

JOSÉ DE DRUMMOND


JOSÉ DE DRUMMOND

Falta d'água
Calor do Satanás
E tanto pernilongo que não acaba!
Capoeira nunca mais?

Hérnia de disco
Sem nenhuma vitrola
Ainda existe radiola?
E agora?

José de Drummond
Sei que viver é bom
Mas, ô coisa pra dar trabalho!
Se tiver que escolher entre o livro e a cirurgia

É enfrentar o medo de agulha
E deixar pra lá a poesia

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
24/01/2013

domingo, 20 de janeiro de 2013

PÁ DE PÓ

PÁ DE PÓ

O mundo está de pá virada
Mortalha de alcatrão na esquina
Na estação mais fina
Uma guria faz morada

No meu coração
Já morto
Porto para batucada 
Não sou de nada

Sem a poesia
Tudo é agonia 
Pranto e desespero
Suor, sangue e pesadelo

E voltará ao pó
Tudo o que parte

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
21/01/2013

GRAFIA INTANGÍVEL


Arte é a minha guarida
Razão e cassorotiba
Igarapé e alforria 
Onde os sonhos pegam embalo

Regalo sem alquimia
Ciência e filosofia travam duelo
Heróis, super-humanos e feras
Ferem a realidade que alitero

Na dualidade de um ateu poeta
Embebida em razão sentimental
Em busca, talvez, de uma utópica primadonna
Que o topo do tópico esconde

E toda a sanidade se faz efêmera e fugaz
Em grafia intangível que me parte em mil montes

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
20/01/2013

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

CORPO-PRISÃO


CORPO-PRISÃO

Por hora, o vazio da existência 
Faz do meu peito saliência
Afoga vontades, desejos e virtudes
Fica uma espécie de não se importar

Coisa muito estranha
E o botão de voltar ao normal
Já não se esconde nas entranhas
Da poesia ou dos filamentos neurais

Esse corpo é prisão
Viver é estar morto para vagar
Pelo universo afora
Quando voltarei ao átomo totalmente?

Ser capitão de verdade
É não ancorar

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
18/01/2013

A DOR DO MUNDO




A DOR DO MUNDO

Pra onde ir quando a inspiração não vem?
Um sorriso que nunca mais verá faz doer o peito
O desejo enganador de viver num passado além de si
E o medo de se perder faz não ganhar da vida o melhor?

A ilusão de uma independência 
E de um sonho a mais
Nos move um pouco a voar sobre o abismo certo
Alguém conseguirá viver sem anestesia?

Mas, e quando a asa quebra?
E quando a boa música cala para sempre?
Ir para onde?
E se não houver mais poesia em nada?

O poeta já não será mais escritor
Onda guardar a dor do mundo?


ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
17/01/2013

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

À VENDA


À VENDA

A boca de urna
Já não cabe na boca da noite
O voto inconsciente traz o açoite
Que deveria ser vetado

Mente diurna não computada
Sonhos tão firmes dilacerados
A justiça não vinga ao cifrão
À luz da decifração o refrão de uma sonata

O sono de um povo vedado mantém o jogo na lata
Enquanto o senado faz cena e cêra
Onde estará a bola obscena?
Quem será que fará o gol à bala?

O calor cala calos e cálamos
E abala calafrios

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
10/01/2013

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

CAMPARI



Tua boca campari
Faz com que dispare
Esse frágil coração
Corrói sete mares

Aurora de tempestades
Toda a frialdade vai embora
O dia se revigora
À cada hora do ano

Não há deusa que se compare
Nem mortal que não repare
Magmática sinfonia 
Rubi do desengano

Teus cabelos nasceram do grande Vesúvio
Diluem dilúvios em rios de lava

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
08/01/2012

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

ÍMPAR


ÍMPAR

O ímpar é objeto e objetivo da História, diferente das demais ciências que se prendem a padrões. De modo que precisa estreitar seus laços com a Filosofia para tornar-se mais verdadeira. E, ao mesmo tempo, necessita do apoio de muitas outras ciências a fim de reproduzir os acontecimentos com uma maior verossimilhança; ampliando, assim, a confiabilidade factual de suas análises sistemáticas e sínteses etimológicas.

Entretanto, deve, mais ainda que as outras ciências e do que a própria Filosofia, estimular a dúvida. Porque os grandes documentos e pistas são manipuláveis; o que torna a História uma grande fraude por diversas vezes em que se faz oficial, com graves erros propositais e pela própria falibilidade natural dos seres universais.

Então, um bom historiador dialoga com a maior gama possível de proposições e visões culturais e as confronta sempre que possível, não só para desfazer os equívocos históricos mas, principalmente, para formar outros futuros historiadores.
Ateu Poeta
O HISTORIADOR DE PACOTI
01/01/2013 

PARADOXO

PARADOXO

Há um preço a pagar por ser quem sou
Paradoxo para sempre reinará
Quem quiser desesperar daqui se vá
Poesia não dará sentido algum

Deixa estar que meu barco naufragou
O nobre capitão lançado ao mar
Velejar só na próxima estação
À deriva um coração jogado

O que será de quem nunca navegou?
Eu não devo oferenda pra ninguém
Nem vintém na vitela ao Boi-Bumbá
Ou prece sem pressa ao deus-dará

Um verso no seio do universo
É inverso à razão do meu cantar

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
01/01/2013