quarta-feira, 29 de agosto de 2012

GUERRA




GUERRA

Foi ali, na porta do impossível que me pus a sonhar
Voei sem asas por jornadas tortas
De abismos regressei
Vivo sem saber se a razão é de quem cai

Ou se cada arranhão é uma pedra do caminho
Nos meus olhos mora a imensidão dos dias vindos
Por que cansa desistir
E nunca vi conseguir aquele que para

Mudar o mundo quem cala
Proferir ao vento e não se fazer ouvir
Nem calo para sempre sangrar
Se o único caminho for lutar

A espada se fará aferir
E a guerra será meu lar

AROLDO FILHO
29/08/2012

domingo, 26 de agosto de 2012

ESTRELA GUIA


ESTRELA GUIA

A estrela que me guia são meus sonhos mais profundos
As façanhas do caminho são consequências da jornada
A ação de conquistá-la fortalece minhas asas
Sob trevas e trovões eu sigo em frente

Apesar que qualquer conspiração e carência
Alguns me chamam de louco
Outros de visionário
Nada mais sou que um andarilho

Um poeta enchendo a História de pegadas
De pedra em pedra supero os estribilhos
Mudar o mundo é a verdadeira glória
Se alcançarei o brilho, não sei

Mas continuo a me engajar
Ainda chego lá, ou tentando morrerei

AROLDO FILHO
27/08/2012

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

ONDA HISTÓRICA



ONDA HISTÓRICA

História
É preciso vivê-la
Reescrevê-la
Fazê-la mudar

Quem preza a memória, zela
Seja sua própria represa
Ser cidadão é honrar o chão em que nasceu
Fomentar o crescimento onde todos desistiram

Plantar consciência e transparência eficaz
Criar, agir e sonhar
Na carência ser capaz de superar
Das mazelas da vida fazer aquarela

Ser onda
Quando todos se deixam arrastar

AROLDO FILHO
23/08/2012 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

POETAS EM MARESIA



POETAS EM  MARESIA

Sacrifício é o vício do herói
Amargo ofício que corrói
Mói a vida sem guarida
Via na mais completa escuridão

Porão, cova e alcova
Tudo no sabre se renova
Supernova de pólvora
O sol em teus olhos é trova

Guria, és prova do trovão
O mundo em tuas mãos muda de categoria
Parágrafo ágrafo que apavora e contagia
O dilema sempre me guia, salvar a si mesmo ou à poesia?

Que será do Ceará ao fim do dia?
Maré de musas, poetas em maresia

AROLDO FILHO
17/08/2012

terça-feira, 14 de agosto de 2012

CAPITÃO


CAPITÃO

O que faz um capitão não é o chapéu
Um grande convés
O mundo aos seus pés
Cartel ou canhão

A espada que traz
Tropa em saga sagaz
 Sua superstição
O nó da gravata

Famosa bravata
Navio pirata
Céu e prisão
Ação de cantar

Amar ao mar
Mas o seu coração

AROLDO FILHO
14/08/2012

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

JORNALISMO INDEPENDENTE


JORNALISMO INDEPENDENTE

As provas precisam de notas pretas para aparecer
Qual a receita da investigação?
Não são seguras as migalhas de pão
Palpitação constante na redação

Cova e estagnação
Samba de uma nota só
Anota a ré em dó menor
E os diplomas, onde estarão?

Jornalismo na contramão
As novas correntes marítimas calarão
Acorrentam parábolas algorítmicas via legislação
Mas não pararão as vias paralelas

Querelas privam da profissão por querê-la
Academia versus direito à informação

AROLDO FILHO
10/08/2012


terça-feira, 7 de agosto de 2012

MUNDO DIGITAL

MUNDO DIGITAL

A internet traz a eficaz ilusão
De ser um famoso poeta multimídia
Enquanto o mundo é imensidão
A virtualidade faz pessoas criarem novas virtudes

Sentirem saudades que calam o silêncios mais profundo
Dividem a infinda solidão
Pouco ou nada sabem umas das outras
Mas o contato é o bastante para gerar emoção

Conheço sujeito que não são vistos nas ruas
Uns dão verdade, outros sorrisos
Nesse universo surreal de personagens digitais
Surgem golpes, farsas, falcatruas

Debates, amizades e cooperação
Além das musas que devoram a razão

AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará
1:55
09/08/2012

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

FRANCO-ATIRADOR


FRANCO-ATIRADOR

É preciso se reinventar a cada dia para permanecer original
Fugir do chacal ou tornar-se caçador
Matar os leões da arena
Colher açucena na tempestade

Ser águia e franco-atirador
Prender-se na solidão da liberdade
Perde-se na multidão para se encontrar
Criar asas de cera

Quebrar o sol do rosto
Envolver-se no sorriso do arrebol
Negar o que é imposto
Apostar na criatividade

Manter-se vivo no crivo da razão
E amanhã o que será?

AROLDO FILHO
5:13
06/08/2012

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

VERDADE




VERDADE

 Cobrem-te com muitos véus
 Chamam infernos de céus
 Fazem da Terra cartel
 No carrossel clamam por tua ausência
 Poucos te cultivam e gritam teu nome
 Veem liberdade onde muitos imaginam prisão
 Na caverna de Platão perdi a visão
 Sem luz alguma, te sigo de olhos fechados
 Os ruídos de tuas pegadas formam a minha jornada histórica
 Puxo a barra da tua saia até que segures minha mão
 És musa eterna, Verdade
 És imensidão
 Em teu seio a poesia mais pura brota
 És grota onde a beleza dura

 AROLDO FILHO
2:00
30/07/2012

SONHO MAIOR



SONHO MAIOR

Quando canso de tanta repetição
Simplesmente paro
Calo e escuto o silêncio repentino
Volto a ser menino que se encanta

Canto para o lirismo aflorar
Enquanto as flores sopram sua fotossíntese
Desfaço-me em repente
A prima-donna em pianíssimo cura os calos da razão

Tudo é só contemplação
Templo de afeição ao piano em ré menor
Soprano aos quatro cantos de um mundo Kantiano
A voz de Marjorie Estiano lembrou-me outra época

Refez a foz da fé em nada
Mergulho no barulho de um sonho maior

AROLDO FILHO
2:00
02/08/2012
Ateu Poeta, O Historiador de Pacoti. Tema Simples. Tecnologia do Blogger.