quinta-feira, 26 de abril de 2012

SHARON STONE

SHARON STONE

    Nenhuma diva mora ao lado como no cinema
     De repente uma Sharon Stone fosse dilema
     E o instinto selvagem haveria
    As câmeras escondidas seriam destruídas no final?

5.       A moça loira seria ideal?
    As atrizes são tão lindas com maquiagem e fotoshop
     As verdades dos filmes não se aplicam a vida real
     Os novelos das novelas nos trazem mentiras repetidas

    E propagandas sem fim
  A garota não está ali
  Nunca esteve
  A dama de vermelho de Matrix não percebe meus olhares

 As valkírias moram longe demais
  E eu não tenho cara de Siegfried

ATEU POETA
6:09
26/04/2012 

ALICE




ALICE

1.    Alice volta do seu maravilhoso país
2.    Vai jogar xadrez no mundo dos espelhos
3.    Depois de virar rainha retorna de costas
4.    Nada demais atrás do espelho que uma lâmina de prata

5.    Mas quem nunca sonhou com o diáfano mundo?
6.    Este poeta já temeu o mundo por trás do reflexo aquático
7.    Medo de cair e não poder sair
8.    Tolice que na infância ficou

9.     Hoje outra prisão me adestrou
10. São tantas cavernas de Platão que desejo e renego
11. Sonego alguns sonhos e insisto nos mais viáveis
12. Aprendendo a ser rei e a me libertar aos poucos

13. A pregar num deserto rouco
14. O mundo ainda é muito pouco

ATEU POETA
5:53
26/04/2012 

terça-feira, 24 de abril de 2012

A FLOR DO MAL



A FLOR DO MAL

1.       Safado sempre se safa
2.       Safanão na orelha do inocente
3.       A lei ausente não se sente violada
4.       De flor em flor defloram sua mente

5.       Idiossincrasia parlamentar para celebrar
6.       Quem constrói o congresso tão vil?
7.       Quantas vezes mais irão descerebrar em cadeia?
8.       Somos a base dessa teia demente de mentiras

9.       Cidadão que morre de promessa em promessa
10.   E quem viu?
11.   À mesa só os mais sublimes da corrupção
12.   E seu coração os escolhe

13.   Qual o problema?
14.   Agora colhe a canção de uma democracia às avessas

ATEU POETA
4:05
24/04/2012

segunda-feira, 23 de abril de 2012

ESCURIDÃO PROFUNDA



ESCURIDÃO PROFUNDA

Acendi uma vela em meu coração
Para velar a escuridão que teu sorriso deixou ao partir
Num barco a vela à deriva
Velejando a poesia da vida

A saudade é uma ferida que nunca sara
Fica sempre mais profunda e cara
De amizade rara vira abismo
Um ostracismo da razão

Teus olhos serão flores no infinito
A idéia imortal de ti é que me dá a luz do dia
Uma estrela nova nasceu no céu
Plantei mil plêiades e pulsares

Em meu branco chapéu
Pra fazer pulsar a explosão de uma nova Via Láctea

ATEU POETA
17:27
23/04/2012

domingo, 22 de abril de 2012

ODE AO IMPOSSÍVEL



Impossível é a palavra de quem desiste
Aquele que insiste faz
Perseverança é o ás na manga
O artifício mais eficaz

Pessimismo só cava fracasso
Na visão de curto prazo se escondem erros
Maiores que o do Crasso romano
Na batalha da aniquilação

Aníbal derrubou uma tropa maior
5 mil derrotam 50 mil em um feito incrível
Uma impossível missão concretizada
Tudo proporcionado pela aposta no novo

Uma batalha sem medo
Na aplicação de uma estratégia que nunca antes se fez
ATEU POETA
18:05
22/04/2012

sexta-feira, 20 de abril de 2012

MECANISMO SUBATÔMICO



MECANISMO SUBATÔMICO

1.       Não é a vida mais que uma fração
2.       Mecanismo subatômico em estrutura nada firme
3.       O que nos define como ser realmente?
4.       Somos semente de seres que se vão

5.       Em vão tudo finda
6.       Não existe nenhuma razão para existir
7.       Embora haja sentimentos pela veia poética
8.       O lirismo que enfeita completa essa doce e mera ilusão

9.       E a morte, tão megera, nos deu a vida que leva
10.   Mas nada se fez de fato
11.   Tudo sempre esteve a rodar no defeito da matéria
12.   Viemos do berço da cratera de alguma essência cósmica

13.   Da poeira estelar por explosões astronômicas
14.   Mas da fusão é que a poesia pulsa a sonetar letras harmônicas
ATEU POETA
10:12
20/04/2012

quarta-feira, 18 de abril de 2012

OCASO DO ALVORECER



A vida é a mesma mortalha que nos fez nascer
Como é triste o alvorecer virando ocaso
Acasos fatais nos levarão novamente ao caos do universo
Viraremos simples versos de um poeta sentimental

Um dia haverá luz
No outro a escuridão total
Não seremos mais que memórias
Na História renasceremos

Em tudo que antes fomos nos transformaremos
A morte é apenas um regresso à matéria original
Apesar de não ser o bastante para o coração calar
Um retrato na estante melhor falará

Ou trará paz sem a presença de antes
O infinito se faz a cada instante
ATEU POETA
1:1
19/04/2012

domingo, 15 de abril de 2012

VINHO TINTO


VINHO TINTO

Levou para a rua o carnaval que se escondia no último copo de vinho
Baco tocava seu lírico violino
Thanátos o ajudou a levantar-se
Conversaram à noite inteira

Até que o deus embriagou-se
Vieram mil nereides
Mais belas que as gregas
Nessa hora o sol bateu-lhe nos olhos

Com uma força brutal que o cegou
Acordou nu
Ao meio-dia
Em alto mar

Sem ar
Nem idéia de como fora naufragar
ATEU POETA
14:10
15/04/2012

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O BEIJO DO VAMPIRO


Estamos fadados a viver tudo o que é incompleto
Conto sem fadas
Dialeto que Portugal muda
Não há como viver sem ser artista

Mesmo o espírito mais livre vive em suas próprias prisões fascistas
Sexta-feira 13 dos vampiros, zumbis e lobisomens
Presos por pastéis de carne humana
Jornalistas demitidos por sindicalismo

Alguns querem beijar muito
Outros com medo do Demo e dos gatos pretos
Fortaleza comemora aniversário
O planalto homenageia Valdomiro e Malafaia

Aborto dos acéfalos ainda em votação
Enquanto a maioria só quer drogas, sexo e rock n’roll
ATEU POETA
15:31
13/04/2012

MEU CÉU


O céu da capital não é o meu
Que importa o capital onde a beleza se esconde?
O frio da serra é que me responde
É o templo de tudo o que me forma

Um espírito livre sofre para entrar na forma
O poeta só quer o que é seu
Mas eu é que sou desse chão
O lar é extensão de mim

Por isso me dói o rio sem vida
Destruição da mata sem fim
A falta de instrução prática
Para preservar o patrimônio

Conhecer a própria história política
E fazer revolução mental e artística
ATEU POETA
6:26
Sexta-feira
13/04/2012

quarta-feira, 11 de abril de 2012

ALADIN

ALADIN

Celebram o ladrão
Sem saber como se formou
Alguns o abominam
Outros o imitam

Todos gostam de Aladin
Não se perguntam
Apenas engolem a cultura
Pensar cansa demais

Crescem todos os crimes
A segurança pública entregue ao deus-dará
Deixa pra lá que ninguém escuta
Deputados ganham por muitos professores

Professorando a corrupção política
Cidadão perdido em rota elíptica

Ateu Poeta
9:19
11/04/2012

terça-feira, 10 de abril de 2012

INTERGALÁCTICO



Sou uma experiência da natureza
Sem nobreza especial
Simples evolução
Num contexto universal

Carbono de algum diamante
Hidrogênio da água sideral
Hélio do fogo estelar
Metal da Revolução Industrial

Elétron das tempestades de Pajeia
Próton de poeira cósmica
Luz de negra matéria morta que vive através de mim
Química entendendo a si mesmo

Imersa em pensamento subatômico
Investigando vestígios de pegadas intergalácticas
ATEU POETA
13:27
10/04/2012

segunda-feira, 9 de abril de 2012

AÇOITE EM CHAMAS


O pobre gira o mundo
Apesar dos castigos
O seu inferno é o céu da elite
O seu sangue alimenta o açoite

A História é feita de explosões
Todas as razões são sufocadas
Nós rezamos para a câmara de gás
Enquanto livros e sábios morrem na fogueira da ganância

O sofrimento do forte deixa em paz o incapaz
O algoz vive na abundância
Diga amém ao sacrifício
Ou liberte-se do vício do martírio

Entre na dança cultural
Mas supere qualquer ideal alheio
ATEU POETA
11:32
09/04/2012

AVENIDA DESERTA


O inteiro é a fusão dos destroços
Somos um troço qualquer que se uniu
Ninguém proferiu tais palavras outrora
Mas distorções aparecerão

Destrezas sem afeição ao que se lavra
Rio de larva onde larvas não há
Magma pelo ar se faz meteoro
Hórus não olha pra nenhum oração

Um cálice cala o frio ou destoa a mente à toa?
O bêbado atua nas ruas da vida
Se perde na avenida deserta
Deserta da razão para o mundo dos sonhos

Chão de pedras se faz travesseiro
De certo, o cobertor do boêmio é a chuva
ATEU POETA
5:26
09/04/2012

PROFECIA QUÍMICA


Nossos caminhos se cruzam
Livres se vão
Nos livram do caos
Livros leves no chão

O universo é um alfabeto químico sem razão de ser
Cada constelação é somente a escuridão proferindo luz
Cruz, espada e canção
Semente do meio-dia no coração da paz

Ciência é dicionário e nada mais
Guerra em cartaz em Cartago
No seio da esfera azul
O dragão nunca cuspiu fogo

A existência é um jogo no olho do furacão
Trágica trilha de travessões e destroços
ATEU POETA
4:45
09/04/2012

sábado, 7 de abril de 2012

FERA MORTA


Tua luz é ilusão
Cega o sol que celebra
A cruz prega o que o poeta nega
Pouca lebre na febre ébria

Quem de fato esteve sóbrio algum dia?
A própria vida é um grande delírio
Um suspiro e tudo evanesce
A razão tece onde o sentimento permite

Se esvairá o peixe e o pão
O chocolate adoçará a imensidão
Ninguém mais irá pescar
Por que o mar já não existe

A besta é uma fera morta
Nenhuma porta haverá

ATEU POETA
10:30
07/04/2012

quarta-feira, 4 de abril de 2012

BRASIL COLÔNIA


Quantas coisas herdamos de Portugal
A mudança ortográfica no nosso fraco Português
Nosso freguês metrópole nada ideal
Dívidas que hoje são nossas e não podemos pagar

Sangue no saque da pólvora na dizimação
A corrupção de sua escória
Moldou nossa História
Em voraz trajetória

Coronelismo é consequência
Voto de cabresto e tudo mais da Europa oca
Ausência de consciência
Tráfico de influência

Nepotismo tão destro
Fascismo maestro que destrói nossa oca

ATEU POETA
20:50
04/04/2012

segunda-feira, 2 de abril de 2012

MÔNICA



Música é a ânima da poesia
Fantasia magnânima de ateu sem alma, céu, inferno ou purgatório
Grande idiossincrasia do real em precatório
Prazer artificial que me liga à natureza
Beleza paisagista de leveza surreal
Aprimorada pela femme fatal
Na pista
No palco
Ou na mente artista
O feminil traz um próprio quê de austero
Aroma que inebria a fio a festa
Atesta o que o poeta cria
Ao dançar com maestria
Embala todo o desejo
O seu beijo deságua qualquer agonia
Faz tudo entrar no ritmo da harmonia
Em seu corpo a matemática perde os logaritmos
Sobra apenas o algoritmo do sonhar
Das ciências só existe a química mnemônica
Sob a mímica astronômica mais simples do ciúme
A História em seu perfume se transformará
Tudo vira sinestesia em Mônica
Frente a esta presença que se faz constante
O universo é pura consoante
O diamante mais preciso é a fascinação do seu suave gemido de amante que preciso
Na sua boca de carmim a foz da existência se resume
Vogal doce da vida num buquê de rosas vermelhas
Que deixa o poeta sem voz

ATEU POETA
21:05
02/04/2012

TRIBUTO


Se a lei está do lado do ladrão
E a ele dá abrigo
Eu a mudarei
Mesmo rente ao perigo
Pois sou cidadão
Um direito auferido pela civilização
Assegurar a saúde da tribo é dever de cada um
Na importa se nativo ou cativo
Mas quem faz parte da teia
É questão de sobrevivência grupal
Suprir qualquer carência
Até que a existência seja radiante
Se a estrela de antes não existe
Que a ideia brilhe para sempre
Nas sinapses da civilização
Que o coração do homem seja radiante
Para a construção da paz
E para a manutenção que se apraz
De um mundo eficaz no que é vital
Elaborando um meio ideal
Muito além da sobrevida
Mas, para isso é preciso a união de interesses
Trabalho em conjunto
Tudo se desfará se não estivermos todos juntos
ATEU POETA
02/04/2012
20:45

LOBO SUPREMO


O homem é o lobo mais selvagem
O único capaz de destruir este e outros mundos
Que cria um deus para cada elemento que não compreende
Por que o poder está acima da razão
Em seu coração a paz é emergente
Animal feroz de terno e gravata
Algoz de bravata rarefeita
Caça que caça caçador em seu peito
O falcão em seu leito por vezes é camicase
E a ultima crase se foi a esmo
Deus-dará de si mesmo
Idealista de asas com facão em punho
Brutos, até tu me traístes
Nenhum Judas resiste à tentação de ser santo
O inferno das doze moedas de prata
Áurea consciência que a ciência não controla
Aprimora a tempestade de outrora
O mirone um dia cessará
Na voz de Alcione
Sob o canto de Aurora
A primeira retriz há muito se perdera 
  
ATEU POETA
20:41
02/04/2012 

domingo, 1 de abril de 2012

ELO


No soneto do teu beijo o templo do desejo mora
Tua boca amora faz do tempo silêncio
Profana a razão que o mundo aprimora
Faz morada no peito que acalanta
Canta sabores
Encanta e cala os meus olhos
Quem dera um atalho para as entranhas dos teus pensamentos
Saber tuas verdades mais estranhas
Vislumbrar teus filamentos mais singelos
Abrir as portas duras desse coração de gelo
Ao abraço mais sincero
Gelo enfrente ao que espero
Piro enquanto se consagra
Paro para ter certeza
E eis que tua fortaleza se desfaz em melodia
Adivinhas a intenção que se cria
E te aproprias de minha natureza
Com afagos me conquistas
Sonhos viram afeições
Divago em tuas constelações
Agora somos elo
Um enlaço de contradições
ATEU POETA
1:12
02/04/2012

RETÓRICA


Um dia olharei para trás com saudade na lapela
A mocidade tão bela que não dura
Quem dera a pura madrugada fosse jornada infinda
E a vida à deriva no seu coração não se perdesse para a imensidão do nada
Ainda uma sonata doce brilha no seio do seu olhar parasita
Que em cada sinapse transita
O universo vaga nos espelhos profundos deste semblante que enfeitiça, oh, linda!
Onde a poesia nada nua enluarada de paixão mais infortúnia
Uma betúnia nasce na aba de quem cobiça
Larissa laça com um sorriso a quem profere
Um alqueire dessa boca fere ou mata de amor
Será Rosa a flor que procuro?
Ou Júlia que me salvará do escuro eterno?
A noite me cobrirá com seu terno nobre
Sem sonhos que cobrem a luz por ouro ou cobre
Momento em que a pluma se perderá para sempre em criptografia histórica
Então, de que serviu tanta retórica?
Pois a vida não é arte pictórica
ATEU POETA
00:47
02/04/2012
Ateu Poeta, O Historiador de Pacoti. Tema Simples. Tecnologia do Blogger.