domingo, 4 de dezembro de 2011

DESMENTINDO A DIVINA PROPORÇÃO


A proporção áurea prova mais uma vez que não existe Deus, pelo simples fato de Deus ser perfeito e a perfeição não existir.

A repetição foi aceita como perfeição, porém o que é perfeito é único, não faz cópias de si. O que é perfeito é inteiro e para replicar-se é preciso quebrar-se.

Se Deus houvesse existido ao criar o big-bang do Universo teria se matado por que não haveria outra matéria-prima, logo, impossível haver, Céu, Inferno e Purgatório. E, portanto, também, jamais saberíamos de sua existência uma vez que ele está em todo lugar.

Por que só é possível estar em tudo sendo o próprio tudo. E o tudo é imperfeito por que há no tudo o nada. E se há nada no tudo, é por isso que a matéria se move. Por que o nada não é ausência do tudo, mas sua falha.

A repetição da proporção áurea prova não a perfeição, mas sim a imperfeição, uma vez que um número racional é um algarismo quebrado, portanto, imperfeito em si. Se essa imperfeição se repete é sinal claro de que o universo em si é completamente imperfeito, logo, não poderia sair de uma coisa perfeita.

Se os seres vivos fossem perfeitos não morreriam, mas se fossem realmente perfeitos, na verdade, nem vida teriam por que quando você come, bebe, faz sexo, briga, tem medo, se irrita ou qualquer outra coisa, o faz em função de uma necessidade, sem se dar conta que a necessidade em si é a grande imperfeição que nos move e sempre sofremos os efeitos estressantes quando não as suprimos. Os desejos, todos eles, são filhos das necessidades, delas que vêem os vícios, virtudes e a procura pelo prazer, sobrevivência e proliferação da espécie.

ATEU POETA

sábado, 26 de novembro de 2011

RAZÃO DO SONHAR


O sentido da vida não está na continência que se presta
Talvez se esconda na iminência do incontinente
_Sentido!_ Dirá o incontinenti às leis intransigentes do universo
Meu verso longo diminuirá o tempo ditongo no inverso do hiato que não sou?
Onde cantam as partículas que vêm e vão num verdadeiro-falso eu?
Morrerei sem compreender os aforismos do teu olhar
Sem navegar nos sintagmas de tua mente
Ou mergulhar no infinito do teu continente
Que será de fato ser gente?
Os desejos atêm o instinto ou o caráter que me tem?
Viver será um desdém ao deus-dará?
Um sorriso me apaga ao luar
Esqueço qualquer indagação
Perdido na razão do sonhar

ATEU POETA

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

VIL COVIL


O poder faz da verdade um dégradé.
Cria alcunhas mil quando teme o tête-à-tête.
A força da prata ultrapassa o direito da massa
Por que a História se repete
Mentira, clichê e démodé já não são palavras novas no covil
Em discurso sofista e voraz  
Com graças de encanto
O abutre domina feroz
Rege com a falsa bondade
Sem o mais sutil acalanto
Afunda a balsa que inova
O medo é uma arma eficaz
Áureo ás na manga do algoz
Ateia guerra ao que aprimora a voz
Dança com o terror uma valsa
Comina grades fortes à liberdade
Prega humildade enquanto é vil
Transforma lobos em ovelhas
Chama idiossincrasias de razão
Faz lavagem-cerebral em suas orelhas
Faz nonsense do bom senso
Instaura cavernas de Platão
Se diz democrata
Com hipocrisia que mata
Destrói a cidade e a mata
E corrói seu coração

ATEU POETA

domingo, 13 de novembro de 2011

DEUSA DO CAOS




A mulher é anjo e demônio
Que leva ao divã a maior supremacia
Domina o mundo com a pele mais macia
Eleva o menor dos seres com ímpar destreza
Dá vida à perfeição e beleza
Deusa do caos e ternura
Tornou a natureza poetisa
Fez do amor a loucura

No dia em que for invisível
O mundo desaba
O universo acaba
Chorando sua mais sublime ode
O encanto perderá a nobreza
Serão em vão todas as leis
A própria existência acordará com saudades de outrora
Enquanto o tempo se suicida

O homem sozinho é ilusão à procura
Do esplendor, virtude e maestria
Em qual ser estará a real sinfonia
Do desejo, calor e brilho
Fascínio, carinho e abrigo
Candura, perigo e adoração?
Nessa diva do bem e do mal
Que rouba qualquer coração

ATEU POETA

sábado, 12 de novembro de 2011

FALHA-BUSCA



Tudo é um jogo de alívios e tensões.

A vida é a maior loucura do universo.

Imagine um átomo ciente de si mesmo: Ele existe em nós e isso não faz nenhum sentido.

O universo é o produto da tensão em busca do alívio.

Mas o que seria o alívio? Eu não sei. Isso é tenso. Saber o que é a tensão aliviaria? Talvez.

Há partículas que se procuram enquanto outras não se toleram. Por que isso se dá?

Talvez a tensão seja a própria imperfeição e o alívio a quase-perfeição que a imperfeição atinge.

Num suposto princípio cada molécula era separada no vazio escuro e sombrio, esse era talvez a quase-perfeição máxima, por que se fosse perfeita a matéria jamais se juntaria, por que se há uma busca e uma repulsa é sinal de que algo se completa por ser imperfeito e algo não se mistura por buscar a perfeição numa molécula diferente.

Qual será o limite para a quebra molecular? Chegará a matéria à beira do quase-imaterial? Por que existe limite? Por que existe matéria? Por que a questão? Será o questionamento a minha própria falha-busca pela perfeição em formato de resposta que sanará todas as dúvidas?

Se minhas dúvidas acabarem eu ainda não serei perfeito, pois ainda sou matéria, não posso deixar de ser, por mais que só me fique o pouco de essência que será depois a essência de outro ser enquanto a vida existir a partir dos mesmos elementos que me fazem vivo e se deles ainda se alimentar.

ATEU POETA
12/11/2011
Pacoti.
6h e 31mim

domingo, 6 de novembro de 2011

SORRISO VIRTUAL

SORRISO VIRTUAL

Teu sorriso contagia
Com uma alegria estranha
Um carisma que chega
Às entranhas do pensamento
Só lamento a distância
Que a vida nos impõe
A natureza te compõe
Feito linda poesia
Tens um quê de harmonia
Que intensifica o dia
Em leveza
E brilho surreal
Que esse mundo virtual
Em silêncio cadencia

 ATEU POETA

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

CRIME

CRIME

Sou mero poeta, cara musa!
Ínfimo a
Na longa lista do universo
Analiso lindo verso
Teu corpo nu expresso
Em linhas derrapantes
Em cada curva me perco
Em inteira adoração
És Afrodite, deusa do amor
Tens meu louvor
És sedução
E eu, um ateu mudo
Diante de ti, sem temor ou razão
Sem coração errante
Livre colibri à procura
No jardim sagrado
No templo de teu misterioso monte
Teu beijo é néctar que mata e cura
No inverso do olhar me tens
Pelo avesso
Do reverso és fonte
Doravante o pensamento mais complexo
Perderá a hermenêutica mais sutil
Virará expressão do amplexo
Enquanto a vida é tão vil
Cada ser é seu próprio capataz quando se reprime
A nostalgia do não nenhuma paz suprime
Acalme, de repente, com canção de orquestra
Tua beleza é festa
Deusa fugaz
És um crime!

ATEU POETA

O PRIMATA


O PRIMATA

Somos seres simbióticos interdependentes, logo, a liberdade é em si mais uma sensação do que um fato. Todavia, é uma sensação que deve ser buscada. Primeiro, por que está em nosso instinto de sobrevivência tentar superar o meio para assumir controle sobre o mesmo.

Segundo, por que se você não se sente livre não saberá ser feliz, mesmo que de fato esteja aprisionado, mas pelo menos se o seu pensamento não estiver restringido por censura, você se sentirá menos brinquedo e mais humano.

A maioria se sente livre na segurança, mesmo que pra isso seja preciso abrigar-se no terror de um ser superior que tanto lhe fornecerá amor em troca de subserviência. Mas, na verdade nunca houve troca por que o amor não se dá, se tem por alguém ou algo, é um sentimento pessoal que não pode ser coletivizado, contudo, a cultura de massa inter-social insiste em pregá-lo nas mentes mais desavisadas como o único fim e meio da vida através de uma idéia subserviente de liberdade que de fato nunca houve.

Esse primata primo do macaco tem uma mente tão potente, entretanto, essa potência é empregada erroneamente na intransigência em vez de reflexão. O primata não entendeu que servidão não é liberdade, não é a verdade, e mesmo que fosse, seria uma verdade da qual o homem livre fugiria para ser feliz.

Não estamos prontos para o confronto de culturas, embora ele se dê em escala cada vez mais elevada e num grau de inevitabilidade surpreendente. Não buscamos nossa semelhança no sujeito ao lado, pelo contrário, focamos de forma intensa nas diferenças de modo a formar intensa certeza de que os nossos hábitos estão corretos e criamos uma demonização do outro como se nós mesmos não fôssemos os outros do próximo.

Idéias que há milênios dizem aproximar, só aproximam uma tribo para a guerra, um país para a dominação geral, destruição suprema da espécie. Que importa dominar o mundo? Por que não o deixa viver? Por que você quer dominar o pensamento do outro, intervir até mesmo na sua falta de fé? Isso é o maior dos egoísmos imperdoáveis que como Deuses Si Mesmo que não aprendemos a Nos sentir, mas que de fato somos, não podemos esquecer.

ATEU POETA

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

TUA NUDEZ



Tua nudez, oh! Bela!
Veste meus olhos de sonhos
E o mundo de alegria
Produz mudez à primavera
Envergonha as deusas
E encanta os mortais
Abre portais para paraísos negados
Torna imortal e santo o pecado
Com a transubstanciação do desejo consentido   
Tudo fica mais lindo com o toque do teu beijo

ATEU POETA

terça-feira, 25 de outubro de 2011

MOMENTOS DE PRAZER



Nada é tão importante quanto teu cabelo ao vento

 Aquele abraço apertado
O enlaço do momento que não volta
Tantas revoltas na vida por coisas tão banais
O mundo em caos político, maremoto e furacões
 Deixamos de viver por tantas frustrações
Quando tudo que importa são os momentos de prazer

ATEU POETA

domingo, 23 de outubro de 2011

LOBO SELVAGEM


Medo, se contar todos os meus
Não haverá espaço nesse mundo
Todavia, o que temo não é vital
E sim o que faço com o terror
Enfrento com fervor 
Caçador, caça e cão-pastor
Para um lobo selvagem não há diferença


ATEU POETA


Túnel, lugar sombrio
A luz no final, se houver, é real?
Boa ou ruim? Não sei
A toda ora há a escuridão a atravessar
E se for o trem?
Valerá à pena prosseguir?
O mundo é uma caverna de Platão


ATEU POETA

FALANDO DE POESIA


poesia é caminho sem destino
poeta não acostuma com sina
será que é coisa de instinto?
será que se aprende ou ensina?

poesia não é pedra, mas pode ser ponte
poeta é livre, mesmo atado à métrica
instinto ou inspiração... criação
a escola está lá dentro da mente

poesia é recheio, confeito e membrana
poeta entra sem medo, criando
festa, flores, mortes, máscaras, frios
ou fazendo do gelo artefato de fogueira

poesia é mar aberto, é palco de sereias
poeta investiga o canto, o sal, a areia
nessa teia de magia, cor e ilusão
nascem elos, faustos e castelos

(Ateu Poeta, Carlo Bill, Dario Luz, Davi Setta, Juleni Andrade e Vlad Betho)

METAFORIZE

  
O poeta tem que perder o medo
Não há segredo na poesia
Nem se engane, não há dom
Apenas pegue a pluma
Metaforize a dor
Transforme nostalgia em diamante
Faça da neve calor

ATEU POETA

PRESENTE


Para sempre nada há de ser
                                                           Seja, então, minha

                                                     Para o sempre que vier

                                                     Para o então de agora

                                                  Senhora, seja minha manhã,

                                                   Doce avelã da poesia, aurora

                                                  Pois tudo o que há é o presente


                                                         ATEU POETA

INFÂNCIA



Coisas de menino para mim é filosofar
                                         Pegar o tempo que corre
                                      O a de água questionar
                                        A borboleta não é a natureza
                                       O que não tem fim é incomecito
                                               E as manias mil
                                     Como passou depressa...


                                                ATEU POETA

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

ASSUSTE-SE


Susto é o suspiro dos vivos
Devemos nos espantar também com o que há de belo
Com o que já observado fora
Não só com o de fora
O crivo deverá voltar-se para si mesmo
Buscai o novo no que velho parece
A renovação que te floresce

ATEU POETA

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

SEM MUSA


Todos os caminhos percorro
Feito pássaro sem ninho
Sem carinho passa-frio
Sem calor, só calafrio
Espinho da solidão perfura o peito
Triste leito sem socorro
Sem musa morro

ATEU POETA

domingo, 16 de outubro de 2011

HOLOFOTE


Desenho poesia em teu corpo nu
Tuas curvas curvam meus versos 
Mais-que-perfeito é teu olhar
Sem pena do mundo peço
Faça-me feliz
Vira minha mente pelo avesso
Seja o lirismo dos meus dias frios
A festa de um solitário escritor
Faça o amor
Seja atriz
A protagonista em cada linha
Numa vida que não se alinha
Mas se alinhavava ao meio-dia
Arranca-me a teia torpe da nostalgia!

Dança para mim ao som do blue
Mostra teus gestos convexos
O holofote da noite é o luar
Sou cativo dos seus excessos
Faça-me feliz
Desata-me o nó dos reversos
Esqueça os abismos sombrios
E faremos um arco de cor
Serei ator
Seja atriz
A personagem da minha sina
E sem querer me ensina
Beber do teu corpo a poesia
Que me liberta dessa agonia.


Ateu Poeta e Wasil Sacharuk

OPERAÇÃO CONTRA TRÁFICO DE PESSOAS NA PRAIA DE IRACEMA


Operação contra o tráfico de pessoas, drogas  e  exploração sexual na Praia de Iracema, Fortaleza-CE, apreende 200 gramas cocaína, 6 veículos, cadeiras e mesas em calçada pública, recolhe 4 CHN, faz 26 notificações de trânsito, fecha 6 bares e prende gerente de bar.

A operação foi montada neste sábado, 15/10/2011, com 260 agentes da PF, PM, Polícia Civil, AMC, Etufor, SER II, Corpo de Bombeiros, Juizado de Menores, Escritório de combate ao tráfico de seres humanos da Secretaria do Estado do Ceará, GGI, SSPDS e Prefeitura Municipal de Fortaleza.

ATEU POETA


http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1056666

http://www.opovo.com.br/app/fortaleza/2011/10/16/noticiafortaleza,2316764/operacao-policial-fecha-bares-e-boates-na-praia-de-iracema.shtml

PÉTALAS AO VENTO


Nossas vidas se separam
Como pétalas ao vento

Quem despetala o tempo 
Que junto apaga lembranças
Sonhos e esperanças 
De uma vida melhor? 
Juntemos as pétalas que sobraram. 

ATEU POETA

CARPENDIA


O poema de amor restaura
O coração mais profusamente partido
Ou o faz doer feito fogo em lugar indevido
A letra mal formulada espanta o leitor da poesia
Um bom sentido rasga a cela da prisão mais bravia
Alitera a nostalgia que à letra da alegria dilacera
E carpendia a vida bela

ATEU POETA

domingo, 25 de setembro de 2011

NÃO-PARAR


Outro: objeto de prazer e frustração
Não o buscamos como ser, mas no infindo diálogo de poder e submissão
Ser humano é ser apenas extensão do que demais existe, assim como qualquer outra coisa, viva ou morta
A aparência é uma porta
A sapiência uma chave
Para um caminho qualquer que, no fim, não leva à razão alguma
Todos os caminhos não levam a nada, pois o sentido em si não há
Não há resposta para suprir todas as questões
Nem toda pergunta é necessária
A vida em si é uma mortalha que cresce a cada dia
Forjada no calor da luta contra o próprio destino
Mero desatino do não-parar

ATEU POETA
24/09/2011
6h e 47 min

IMPERFEITA BUSCA


A intensidade é insana, por que loucura é o mesmo que descontrole e toda intensidade é descontrolada, portanto, louca
Toda intensidade, então, deverá ser combatida para que o equilíbrio possa ser criado
Tudo, porém, tende ao desastre por ser o universo a mão torta do defeito que nos permitiu essa formação viva de curto tempo
Vida: a curta-metragem de uma temporada sem fim nem começo e muito menos diretor ou cameraman, sem roteiro certo
Buscamos tanto a perfeição por que ela sempre faltará em toda matéria e vácuo, sob qualquer contagem ou padrão
Seria perfeição a intensidade que o defeito não pode dar; um equilíbrio impossível de ser criado, contudo, justamente por imperfeição, jamais pararemos de procurar

ATEU POETA
24/09/2011
7h e 9 min  

domingo, 18 de setembro de 2011

CULTA DITADURA


A cultura é uma ditadura imposta
Lavagem-cerebral de tenra idade
 Tensa é a mocidade por quebrar padrões
Um grilo rouco vencerá os loucos, Pinóquios e outras pedras?
Pular de pára-quedas é mais mortal do que parece
Será o lobo mau?
 Ou maldade é a destreza de adestrá-lo?

Mito, mito, mito
Mil marchas sem brasões
Grito, grito, grito
Penúrias e aflições

Muitas posam de Chapeuzinho
Vermelho é a cor da estação
Temporada de caça aberta
Abra bem seu coração
E os olhos mais ainda
O falso amigo trai
Arquiteta sua queda

Mito, mito, mito
Mil marchas sem brasões
Grito, grito, grito
Penúrias e aflições

Aleije a mão do caçador
Estraçalhe o adestrador
Rebata choque com trovão
A audição do inimigo não é pára-raios
Seja relâmpago paralelo
Encandeie quem tenta lhe apagar
Faça da razão um elo

Mito, mito, mito
Mil marchas sem brasões
Grito, grito, grito
Penúrias e aflições

ATEU POETA
PACOTI-Ceará
1h e 12 min
19/09/2011
Ateu Poeta, O Historiador de Pacoti. Tema Simples. Tecnologia do Blogger.